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quarta-feira, 2 de dezembro, 2020

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AÇÃO CONTRA AS HEPATITES VIRAIS SUPERA EXPECTATIVAS E REFORÇA NECESSIDADE DO CUIDADO

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Testes foram realizados na região do camelódromo. (FOTO:SESAU)

Testes foram realizados na região do camelódromo. (FOTO:SESAU)

A ação em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, realizada no último sábado (28) pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, por meio do Programa IST/AIDS (infecções sexualmente transmissíveis, superou as expectativas e atingiu um público maior do que o esperado. Foram realizados 284 testes rápidos e 150 pessoas imunizadas contra Hepatite B.

A expectativa inicial era atender 250 pessoas, mas a ação atraiu um público maior, clientes e comerciantes da região do Camelódromo. É o caso do ambulante José Severino Ramos, 40 anos, que aproveitou a passagem pelo local para fazer o teste de Hepatite e também de Sífilis e HIV.

“É sempre bom a gente saber como está a nossa saúde né. Eu vi que estava tendo o teste aqui e resolvi fazer. É bem tranquilo e bem rápido”, comentou.

Dos testes realizados durante a ação, três atestaram positivo para Hepatite B e 23 para Sífilis.

Durante toda a semana, as 66 unidades básicas de saúde (UBS/UBSF) vão intensificar a realização de ações para testagem rápida em pacientes, uma vez que os exames estão disponíveis nestes locais e é a maneira precoce para o diagnóstico da doença e o início do tratamento.

Os testes estão disponíveis diariamente nas unidades de saúde e o resultado levam de 10 a 15 minutos para ficarem prontos.

Hepatites
As hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Elas causam a inflamação do fígado por meio de vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo.

Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.