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segunda-feira, 17 de janeiro, 2022

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APÓS ESTRAGOS DA CHUVA, PREFEITO CANCELA CARNAVAL DE RUA NA INTERLAGOS

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A Prefeitura de Campo Grande cancelou o Carnaval que seria realizado na Avenida Interlagos. O prefeito Marquinhos Trad optou pelo cancelamento após estragos causados pela chuva que caiu em Campo Grande nesta terça-feira (27).

Foram 108,2 milímetros de chuva só nesta terça-feira,  causando diversos prejuízos após transbordamentos do Córrego Segredo, no Estrela do Sul e Avenida Ernesto Geisel com a Rachid Neder; no Córrego Prosa, na Via Parque e na altura da Joaquim Murtinho, e transbordamento do lago do Parque das Nações invadiu as ruas próximas.

“O temporal provocou muitos danos. Vimos o volume de água que destruiu e inundou diversas ruas e compreendemos que o prefeito volte os empenhos para recuperar os estragos. Apesar do cancelamento da festa na Interlagos, a Prefeitura mantem o apoio ao desfile das Escolas de Samba e dos blocos oficiais e independentes”, explica a secretária municipal de Cultura e Turismo, Nilde Brun.

A enxurrada danificou trechos de asfalto na Avenida Nelly Martins (Via Park); Dolor de Andrade (entre as ruas Brasil e Sergipe); Avenida Rachid Neder, na rotatória com a Avenida Ernesto Geisel; e em algumas ruas do  Jardim Paradiso, onde o asfalto precisará ser refeito.

O prefeito já mobilizou a bancada federal em Brasília em busca de recursos para recuperação das vias, bem como aprovação de projetos para obras de controle de enchentes. Eles já foram apresentados em Brasília e aguardam liberação de recurso para execução.

O cancelamento do Carnaval de rua da Interlagos não acabará com a festa em Campo Grande, que terá diversão garantida no desfile de blocos oficiais, na Calógeras com a Maracaju (no domingo, das 18 às 3 da manhã)  e com desfile das Escolas de Samba, na Praça do Papa, nos dias 4 e 5 de março.

Projeto de controle de enchentes

A Prefeitura de Campo Grande depende da captação de US$ 82 milhões para viabilizar obras previstas no Programa de  Desenvolvimento Sustentável de Campo Grande, destinadas ao controle de enchentes. O projetos, apresentados em Brasília, contemplam a construção de bacias de detenção e barragens de amortecimento; drenagem e pavimentação; continuidade das obras de revitalização do Anhandui, chegando até as avenidas Campestre e requalificação  (reforço da drenagem e recapeamento) das avenidas Campestre, Manoel da Costa Lima e Ernesto Geisel (entre as avenidas Salgado Filho e Mascarenhas de Moraes), além da Rua Antônio Maria Coelho.

As represas e bacias de amortecimento previstas estão orçadas em US$ 13,3 milhões. Elas terão capacidade para reter 204 milhões de litros de águas pluviais, evitando que os córregos Prosa, Segredo, Sóter e Imbirussu transbordem, provocando alagamentos como os registrados nesta terça-feira (26), quando choveu mais de 106 milímetros.

Na Bacia do Prosa,  o projeto prevê uma bacia de detenção com capacidade para 5 milhões de litros, que seria construída no Córrego Vendas (entre as ruas dos Vendas e a Rua Antônio Oliveira Lima).  Está prevista uma bacia de amortecimento no Córrego Sóter (entre as ruas Antônio Rahe e Rio Negro), com capacidade para 56 milhões de litros. Na Bacia do Segredo, a previsão é a construção de outra com 55 milhões de litros, entre as ruas das Balsas e Verediana e uma bacia de detenção off-line no Córrego Cascudo, para 15 milhões de litros, entre as ruas Pio Rojas e São Leopoldo.

No Córrego Imbirussu, entre as ruas Nipoã e Avenida Florestal, está programada uma barragem com capacidade para 28 milhões de litros para desempenhar dupla contenção de cheias e retenção de sedimentos. No Córrego Serradinho, que é da mesma bacia hidrográfica, é necessário a construção de uma barragem de amortecimento entre as ruas Petrolândia e Dona Paula Mariana, com capacidade para 45 milhões de litros.

O secretário-adjunto de Infraestrutura e Serviços Públicos, Ariel Serra, avalia que os alagamentos refletem o processo de urbanização acelerada que a cidade experimentou nos últimos 20 anos. Ele cita como exemplo a Avenida Rachid Neder, aberta ainda nos anos 90.

“Ali passa o Córrego Cascudo, que foi canalizado com uma tubulação de 1,20 metro de diâmetro. Com o adensamento da região, abertura de ruas, construção de edifícios, a tubulação não consegue mais escoar toda a enxurrada, que acaba vindo para superfície, alagando e destruindo o pavimento, além de pressionar a vazão do Segredo, exatamente na rotatória com a Ernesto Geisel, onde tem transbordado. A solução é construir um piscinão mais acima para retardar a chegada desta água no Segredo. Não é um projeto simples, já que será preciso R$ 1,2 milhão só na desapropriação da área onde a bacia de detenção seria construída”, detalhou.