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domingo, 26 de setembro, 2021

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CCZ ATUA NO CONTROLE DE ROEDORES EM VIAS URBANAS, BUEIROS E CÓRREGOS DA CAPITAL

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desratização

Os ratos são roedores capazes de gerar prejuízos econômicos e à saúde humana, por serem transmissores de diversas doenças ao homem, como a leptospirose, peste, tifo murino, hantaviroses, entre outras. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande realiza o controle destes animais em vias urbanas nos bueiros e córregos da Capital.

Entre junho e agosto deste ano foram utilizados 1.084,80 Kg de iscas parafinadas distribuídas em 18.140 bueiros da região Central, Vila Glória, Vila Santa Dorotheia, Carvalho, Monte Líbano, Aero Rancho, Iracy Coelho, Carlota e outros. Além destes locais, 32 pontos nos córregos contaram com o controle de roedores.

“O CCZ realiza o trabalho de desratização em logradouros públicos, para impedir que a população de roedores cresça exponencialmente e tenham acesso às instalações elétricas e de comunicação, além de evitar a transmissão de doenças aos humanos e outros animais”, explica a coordenadora do órgão, Iara Domingues.

As iscas foram instaladas por 466 duplas de servidores, quadra a quadra da área desratizada, com a implantação de 3 blocos de parafinas amarradas por arame em cada ponto, a 5cm da parede do chão de bueiros, galerias e grelhas de captação de água, assim como em caixas de esgoto.

Os blocos parafinados são usados, pois os ratos preferem roer o material, afiando os seus dentes, portanto além do atrativo olfativo a isca parafinada oferece potencial resistente à umidade quando comparado às iscas granuladas convencionais. Os blocos são compostos de raticida letal que age no sistema hematológico.

Para o controle adequado é necessário se basear no conhecimento da biologia, dos hábitos comportamentais dos roedores, habilidades e capacidades físicas de cada espécie, além do meio ambiente onde estão instalados.

Existem três espécies de ratos que são considerados sinantrópicas, ou seja, vivem próximo ao homem: ratazana de esgoto, rato de telhado e o camundongo. A ratazana vive cerca de dois anos; o rato de telhado, 18 meses; e o camundongo, cerca de um ano. Podem se reproduzir a partir do terceiro mês de vida. O período de gestação é, em média, de 19 a 22 dias, e o número de filhotes por cria é de cinco a 12.

Os locais para desratização são escolhidos com base em levantamentos que apontam maior incidência dos roedores, por serem regiões de grande concentração urbana o que favorece a proliferação, por meio de oferta de alimentos e água, condições ideais para reprodução.

Anualmente o CCZ elabora o cronograma de desratização. Em 2017, foram tratados 7.647 bueiros, utilizando 22.286 blocos parafinados, totalizando 445 kg de material.