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quinta-feira, 27 de janeiro, 2022

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MERENDEIRAS DA REME APRENDEM TÉCNICAS PARA INCREMENTAR ALIMENTAÇÃO DE ALUNOS

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Merendeiras da Rede Municipal de Ensino (Reme) estão participando de uma oficina gratuita de técnicas culinárias, em parceria com o chef Adriano Gomes.

As oficinas para as merendeiras iniciaram em março e acontecerão até junho deste ano, totalizando quatro etapas. O evento é uma realização da Superintendência de Alimentação Escolar (Suale), da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

O intuito destas oficinas é capacitar os profissionais responsáveis pela produção da alimentação dos alunos nas escolas municipais, oferecendo desde conhecimentos básicos de culinárias a técnicas gastronômicas.

No total, participarão 40 profissionais das 95 escolas do Ensino Fundamental e 101 das escolas de Educação Infantil (EMEIs). Nesta etapa, o tema abordado será “A Gastronomia na alimentação escolar”.

Cristina Correia, nutricionista da Suale, comentou o que as oficinas de culinária podem proporcionar para os profissionais da cozinha das escolas da Rede Municipal.

“A oficina é específica para tratarmos de gastronomia na alimentação escolar. O intuito é pegar uma receita simples, que tem no cardápio, e fazer essas receitas serem ‘gourmetizadas’, que é o termo usado na gastronomia. É faz uma comida simples com um novo sabor, uma nova aparência e apresentação”, resumiu.

A gerente do espaço gourmet onde o curso é realizado, Fernanda Marques , ressaltou que a parceria é uma boa ideia e um trabalho que propicia benefícios para os profissionais e  para os alunos das escolas.

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“Essa ideia de trazer as merendeiras para conhecer o espaço, de ter um ambiente agradável para desenvolver seu trabalho, é uma forma de encantamento. Esse é o nosso intuito. Queremos novas experiências. Espero que levem conhecimento e diversidade para os alunos”, disse.

O chefe Adriano Gomes destacou a importância das merendeiras na oficina. Ele apontou que os profissionais estão muito interessados e compreendem muito bem as técnicas.

“Estamos profissionalizando o que elas já sabem, dar um pouco mais de refinamento, mais técnicas e habilidades, porque elas já cozinham e o que falta é um refinamento.  Elas desenvolvem muito bem, inclusive umas das receitas feitas foi um prato eleito no ano passado no concurso de merendeiras”, revelou.

Para Adriano, a oficina pode trazer grandes resultados dentro da Rede Municipal. Segundo ele, a cocção de alimentos é muito importante, além das técnicas de higiene e manipulação de alimentos. “Tudo ajuda a trazer qualidade e com normas necessárias da vigilância sanitária”, explicou.

 Experiência

A merendeira Jessica Aquino, da escola Múcio Teixeira Junior, localizado na Vila Carlota, que cozinha para mais de 400 alunos, falou de sua experiência de participar de uma oficina de culinária.

“Eu achei interessante e muito bom. Cada dia a gente aprende mais. Daqui, eu espero levar mais experiência. Eu acho o arroz um pouco difícil de fazer. Então, aqui já foi um aprendizado, pois aprendi técnicas novas pra deixar ele no ponto”, afirmou.

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Já a merendeira Analice da Silva Colete, que trabalha há 13 anos na escola Irmã Edith Coelho Netto, cozinhando para 500 alunos, conta que durante todos esses anos é a primeira vez que participa na Reme de um curso de culinária.

“Participar, para mim, é um aprendizado. Dividir conhecimentos sempre é bom e eu acho que a cozinha é o coração da escola. Pode ser uma receita simples, mas se tiver o sal e o temperinho chamado amo’, tudo se multiplica e fica bom. É a primeira vez que tenho um curso desse tipo, acredito que a Semed está investindo na capacitação para apresentarmos um resultado na alimentação das crianças”, enfatizou.

Novo projeto

Após o sucesso de levar técnicas gourmet para as merendeiras, o chefe Adriano Gomes está estudando, junto com representantes da Secretaria de Educação, um novo projeto, mas desta vez voltado ao público infantil.

A ideia do chef, que foi professor da disciplina de História por muitos anos em várias escolas da Reme, é levar o aprendizado de técnicas de cozinha para as crianças. A intenção é mostrar, de acordo com a faixa etária, que as crianças também podem participar dentro da cozinha.

“Eu já realizei um projeto na escola Brígida Ferraz com oficinas gastronômicas e as crianças receberam muito bem. Elas gostam muito desse processo. Já estou conversando a respeito de um projeto de alimentação saudável, de qualidade e orgânica. Está sendo estudando com cautela para que fique uma ação muito bem elaborada”, concluiu Adriano.