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quinta-feira, 26 de novembro, 2020

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PREFEITURA APRESENTA DIAGNÓSTICO DAS FIGUEIRAS DAS AVENIDAS AFONSO PENA E MATO GROSSO

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Planta Campo Grande SEMADUR_DG (22)Na manhã desta terça-feira (21),  O Secretario Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Luís Eduardo Costa,  juntamente com o Prefeito Marquinhos Trad entregou o relatório que contém o Diagnóstico fitossanitário das Árvores dos canteiros das Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso.

Foram monitoradas 43 árvores da espécie Figueira (Ficus microcarpa), sendo 24 exemplares da Avenida Afonso Pena que foram plantadas entre 1921 a 1924. E 19 exemplares da Avenida Mato Grosso que foram plantadas no final da década de 30.

Planta Campo Grande SEMADUR_DG (1)Os dados coletados, com o auxílio do tomógrafo capaz de dimensionar o tamanho e a posição de possíveis lesões na árvore, permitiram uma visão mais fiel da situação fitossanitária do lenho das figueiras e os resultados obtidos irão subsidiar decisões a serem tomadas no sentido de melhorar as condições de vida dessas árvores.

Verificou-se que a deterioração da madeira observada nessas árvores não se trata de um processo que ocorre de forma instantânea. É um processo lento e gradual. Além de serem árvores que enfrentam condições adversas como a compactação do solo, o estrangulamento das raízes pela ausência de área livre, a exposição de gases fitotóxicos e o estresse hídrico e nutricional.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Eduardo Costa, enfatizou a importância dessas figueiras para a Capital.

“Essas são árvores ícones paisagem campo-grandense. As figueiras fazem parte de toda a história da nossa capital. Nós agradecemos ao Prefeito pela sensibilidade em zelar por cada uma dessas árvores. Cada uma tem delas precisa de cuidados e com esse diagnóstico fitossanitário vamos entender qual a condição de cada indivíduo atualmente e teremos condições de fazer o acompanhamento e tratamento constante e assim elas permanecerão em nossa paisagem por muito mais tempo. Trabalho de tecnologia com aparelhos que permitem melhor precisam nos resultados”, frisa Luis Eduardo.

A agente fiscal de meio ambiente da Semadur e mestre em biologia, Gisseli Giraldelli, explanou sobre o trabalho de monitoramento realizado pela atual gestão.

Planta Campo Grande SEMADUR_DG (8) “Desde o início da gestão do Prefeito Marquinhos estamos fazendo esse trabalho de acompanhamento. A princípio de forma visual e a partir da aquisição do tomógrafo estamos conseguindo obter uma realidade mais fiel de cada árvore. Um dia essas árvores entrarão em senescência e irão morrer. Como essas são árvores muito especiais, são testemunhas de toda a história dessa avenida, elas merecem um tratamento especial por tudo o que elas já fizeram por nós. E com esse trabalho poderemos diagnosticar tratar e assim oferecer uma sobrevida para essas plantas, trabalhando para mantê-las o máximo de tempo possível e parabéns ao prefeito pela iniciativa, pela preocupação com a nossa cidade” e por fim explicou sobre a técnica utilizada nas dendrocirurgias que auxiliam na cobertura das cavidades e tratamento da árvore”, disse Gisseli.

O prefeito Marquinhos destacou que Campo Grande não pode ser vista apenas pelos prédios e estruturas de cimento.

“Com este trabalho que está sendo desenvolvido demonstra o carinho, sobretudo com a história da nossa cidade. Não há como imaginar a Afonso Pena sem essas árvores e nem a Mato Grosso. Tratamos aqui de árvores quase centenárias que são úteis à natureza e aos seres humanos. Estamos cuidando dessas árvores e plantando tantas outras necessárias forem para a nossa cidade e para a nossa natureza, essa é a nossa gestão ambiental com responsabilidade técnica” e finalizou agradecendo o comprometimento de todos os servidores da secretaria”, finaliza Marquinhos.

Tratamento

Algumas medidas imediatas já estão sendo tomadas neste sentido, como a poda de limpeza, que visa remover ramos secos com a finalidade de garantir a segurança dos pedestres e veículos. E a realização de dendrocirurgias. Esta prática tem a finalidade de desacelerar a degradação da madeira e cobrir as cavidades, impedindo o acúmulo de água e a deposição de lixo nas árvores.

Por fim, além dessas ações, os resultados obtidos serão utilizados para monitorar as condições de risco dessas árvores, de maneira a se adotar as medidas mais adequadas, garantindo a segurança e respeitando o significado e a relevância que estas árvores têm para o município de Campo Grande. Pois são consideradas nossas árvores mais emblemáticas, que conferem a nossa cidade uma identidade que confirma nosso status de cidade arborizada.

Estas árvores têm condição especial, por serem imunes ao corte, fazendo parte do Patrimônio Cultural do Município de Campo Grande.