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quarta-feira, 12 de maio, 2021

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PRÊMIO TRANSFORMA HÁBITOS DE ALUNOS E CRIA NOVOS ESPAÇOS EM ESCOLA DA REME

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Tortas, bolos, doces e salgados produzidos a partir de plantas não convencionais devem incrementar, em breve, a merenda da escola municipal “Nerone Maiolino”, vencedora no primeiro semestre da segunda edição do prêmio Crianças Mais Saudáveis. O prêmio é promovido pela Fundação Nestlé Brasil e que tem o objetivo de engajar educadores na promoção de novos hábitos no âmbito escolar.

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O projeto vencedor recebeu R$ 35 mil e já começou a fazer a diferença nos espaços da escola municipal. Elaborado pelos professores de História Anysio Henriques Neto e Sirley dos Anjos, de Educação Física, ainda está em fase inicial de implantação, mas já rende bons frutos, uma vez que é possível notar a transformação que a iniciativa está provocando na equipe de profissionais e alunos.

Horta

O espaço que irá abrigar a horta e que também contará com um viveiro e um laboratório de educação ambiental começou a brotar. Com a ajuda dos alunos, o terreno recebeu dez toneladas de adubo orgânico e o solo foi coberto com sementes de braquiária doadas. Um segundo espaço para recreação externa está sendo construído e vai ganhar uma proteção de sombrite, assim como o parque infantil.

Brinquedos pedagógicos para a brinquedoteca já foram comprados e a quadra esportiva ganhou um bebedouro aéreo que refresca os alunos após as práticas esportivas, também seguindo os parâmetros estabelecidos pelo projeto, que é o de estimular o consumo de água. Na cozinha, as merendeiras ganharão nas próximas semanas uma câmara fria, mas já estrearam novos utensílios, como um exaustor e um liquidificador de dez litros.

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Acompanhamento

Todo esse processo está tendo o acompanhamento virtual e presencial de uma consultora do Instituto Crescer, parceiro da Fundação Nestlé. Na última  quinta-feira (15) a equipe esteve na unidade para verificar os avanços da primeira fase de implantação do projeto.

Surpresa com as mudanças de hábitos que começaram a surgir, a consultora Rayssa Winnie da Silva Aguiar pontuou que a ideia é envolver toda a comunidade escolar. “O mais interessante é o impacto em toda a equipe, que está motivada. Queremos que as famílias se envolvam, utilizem as Pancs em casa para suprir esse valor nutricional e, mais importante, faça com que a família sente junto para comer, estimulando o aspecto afetivo”, disse.

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Mobilização

Animados com as parcerias conquistadas, os professores Anizio e Sirley não imaginavam que o projeto fosse causar tanta mobilização. Parcerias importantes foram firmadas com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), que está oferecendo suporte jurídico e técnico, com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que vai originar um projeto de extensão para formação dos professores na área de agroecologia e com a Universidade Católica Dom Bosco, que terá como foco uma plataforma de Ensino a Distância para que os professores tenham uma formação certificada, aprendendo  os conceitos e técnicas da agroecologia para trabalharem em suas disciplinas.

“A mudança de hábito é o grande benefício, fazer escolhas saudáveis naturalmente, sem que ninguém obrigue. Queremos que os alunos levem esse conhecimento, de produzir seu próprio alimento, para casa”, afirmou a professora Sirley.

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Para a chefe da divisão de Educação e Diversidade da Rede Municipal de Ensino (Reme), Magali Luzio, a interdisciplinaridade é a maior inovação do trabalho. “A iniciativa serve de modelo para outras escolas. Os professores  tiveram a iniciativa de concorrer ao prêmio pensando num fazer pedagógico diferente, que daria resultados não apenas para a escola, mas para toda comunidade”, ressaltou.

Após a conclusão da horta, em dezembro, a ideia da direção da unidade é promover um concurso de receitas com plantas não convencionais e uma capacitação para as merendeiras por meio da Suali (Superintendência de Alimentação Escolar) para incrementar a merenda dos alunos.