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quarta-feira, 25 de maio, 2022

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PROFISSIONAIS DE SAÚDE RECEBEM ORIENTAÇÕES PARA MELHORAR DETECÇÃO DE DOENÇAS TRANSMITIDAS PELO AEDES

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica (CVE), vai capacitar, nas próximas semanas, médicos, enfermeiros e técnicos da Rede de Saúde da Capital quanto ao fluxo, manejo clínico e notificações de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chicungunha). A primeira reunião de atualização aconteceu na manhã desta quarta-feira (23).

As notificações de casos suspeitos de dengue, zika e chicungunha são importantes para a Sesau adotar medidas de intervenção, prevenção e controle para proteger a população. Neste processo, os profissionais de saúde são fundamentais para os registros das doenças.

Na primeira turma que se reuniu hoje e também vai se encontrar na próxima semana, foram convocados profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Universitário, Moreninhas e Leblon e dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) Aero Rancho e Coophavilla. Em fevereiro, profissionais das demais unidades de atendimento 24 horas se encontram.

Foi apresentado os dados da situação das doenças transmitidas pelo Aedes, o fluxo para a notificação dos casos, período ideal para coleta de material biológico para encaminhamento ao laboratório e o manejo clínico deste paciente. A condução da reunião ficou a cargo da gerente técnica de Vigilância Epidemiológica da Endemias, Neuma Rocha Chaves, e da médica infectologista da Sesau, Dra. Márcia Dal Fabbro.

Para a coordenadora da CVE, Mariah Barros, as notificações são extremamente necessárias para que sejam tomadas medidas de controle. “Não há descrédito algum para a unidade de saúde em notificar doenças preocupantes, como a dengue. Ao contrário disso, é importante para a população tome conhecimento da real situação da gravidade, tomem as medidas de prevenção necessárias, enquanto os órgãos públicos atuam na conscientização, na realização de bloqueios para evitar ainda mais a proliferação do Aedes, além de poder estabelecer medidas nas unidades para facilitar o atendimento de pacientes mais agravados”, explicou.

As notificações são realizadas por meio de fichas de notificação individuais, que possuem campos para preenchimento essenciais para a compreensão de como ocorreu a doença e a evolução. Esse procedimento é feito dentro do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan).

Para ser considerado caso suspeito de dengue, é avaliado no relato do paciente se ele vive ou viajou nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão da doença ou tenha presença de Aedes aegypti e que apresente febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema (erupções na pele de cor avermelhada), mialgias (dores musculares), cefaleia (dor de cabeça), dor retro orbital (dor nos olhos), petéquias (pontinhos vermelhos no corpo) ou prova do laço positiva e leucopenia (diminuição de leucócitos – glóbulos brancos – no sangue abaixo do limite inferior da normalidade).

Se alguém apresentar um dos sintomas mencionados, deve o procurar o atendimento médico na unidade mais próxima da residência.

De acordo com dados epidemiológicos divulgados pela CVE até o momento foram notificados 451 casos de dengue, seis de chikungunya e de zika. Em janeiro do ano passado (2018) foram notificados 374 casos de dengue, 27 de chikungunya e 22 de zika.