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domingo, 23 de janeiro, 2022

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Projeto Água Bonita abre portas para a construção de uma nova vida

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Muito além da tarefa de levantar paredes e subir teto, o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) na aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande, abre portas para quem busca oportunidade de construir uma nova vida. Por meio da pareceria da União, Estado e município, 79 famílias indígenas terão a chance de sair da condição miserável e precária, para viver em uma residência de alvenaria.

Porém, a presença do Estado vai mais longe e além de garantir a moradia, o projeto contempla a edificação de um lar de fato. Atendimentos realizados por assistentes sociais da Agência de Habitação Popular (Agehab) tem o objetivo de transformar a vida na comunidade: “Nosso trabalho não aparece como a construção de uma casa, mas também transforma vidas”, disse a coordenadora do Programa Técnico Social, Maria Adriana Santos Oliveira.

O projeto teve início em setembro de 2018 e primeiramente o corpo técnico trabalhou no levantamento do perfil da comunidade. Conhecer suas deficiências e anseios foram o ponto de partida para a elaboração de um plano de recuperação, orientação e mudança desse perfil.

Mensalmente são realizadas reuniões com os indígenas com objetivo de unir em prol do desenvolvimento social das pessoas. “A casa já dá uma nova perspectiva, desta forma o interesse em promover mudanças nas questões pessoais também aparece”, pontuou.

Dados ajudaram na elaboração do plano social

Dentro do levantamento, defasagens escolares, problemas com vícios, crianças fora da escola, violência doméstica e desemprego foram registrados. Quase 50% da população atendida pelo programa não têm ensino fundamental completo, o que leva à falta de emprego e criança desassistida, ou seja, uma avalanche de problemas sociais que podem ser transformados por meio do projeto assistencial da Agehab.

“Com o levantamento do perfil, nós iniciamos um cronograma de ações que têm o objetivo de atender todas as demandas. Seja por meio do nosso corpo técnico, seja por meio de parcerias”. Parcerias essas que o Governo do Estado deve buscar com Ongs, município e até outros setores do Governo, como as secretarias de Segurança e Educação.

Oficinas
A intenção principal do trabalho é ensinar a pescar e não somente dar o peixe. Para isso, atividades de geração de renda estão no escopo do trabalho: oficina de bombom caseiro, chinelo artesanal e tapetes, entre outros,  servirão para que essas pessoas vislumbrem um novo modo de gerar suas receitas. O que é bem interessante por estar relacionada à uma atividade  relacionada à tradição indígena, o artesanato. 

Outra frente de trabalho pretende explorar a possibilidade de hortas individuais no terreno de cada casa. Na oficina da Horta Caseira a ideia é possibilitar que a família se alimente da sua própria plantação, como também possa gerar renda deste trabalho. 

Pesquisa mostrou anseios da comunidade

“Nossa função é sistemática, serão 22  meses atuando diretamente e quase que diariamente com eles para garantir a transformação da vida. Vamos levando informações e intermediando com demais secretarias para sanar as demandas”, disse Adriana.

A presença da assistência social da Agehab na aldeia Água Bonita é um trabalho de formiguinha. Palestra educativas, preventivas e motivacionais são ministradas. Tudo sempre com foco no desenvolvimento social e emocional que será o alicerce mais importante desta comunidade que está surgindo.

Projeto
O Projeto na aldeia Água Bonita, pelo PNHR está construindo 79 casas. Parte dos trabalhadores são os próprios beneficiários que receberam treinamento por meio da parceria Governo do Estado e Funsat (Fundação Social de Trabalho de Campo Grande). Cada trabalhador recebe um salário mínimo, alimentação e cesta básica, além de terminar o projeto com dois certificados profissionais na área da construção civil. A previsão para a conclusão das três fases do projeto é primeiro semestre de 2020.

Fonte: Portal do MS