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terça-feira, 24 de novembro, 2020

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RELÓGIO DA CALÓGERAS SERÁ REINSTALADO NESTA SEGUNDA E TERÁ PLACA QR CODE

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relógio

Considerado um dos principais símbolos de Campo Grande, sendo nas décadas anteriores ponto de manifestações políticas, culturais e religiosas, o Relógio da Calógeras será reinstalado nesta segunda-feira (27) e contará com uma placa de Qr Code. A cerimônia para reinaugurar um dos mais simbólicos pontos da Capital está marcada para ocorrer as 19 horas, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com Calógeras.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da  Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), organizou o processo de revitalização do monumento, que inclusive, é visto como um dos cartões postais da cidade. O monumento feito em alvenaria, e de cinco metros de altura foi pintado e teve a parte mecânica trocada.

Quem passar por ele poderá ainda saber um pouco da história pelo próprio celular, devido à instalação da placa de Qr Code, que levará o internauta para uma página na internet com todas as informações do relógio.

“O relógio é um símbolo importante na história de Campo Grande, especialmente para o centro de nossa cidade.  A gestão atual devolve o relógio reformado e em funcionamento, atende o pedido da sociedade e em especial do Rotary Club,  que construiu e entregou à cidade o relógio. Ele receberá o nome do doutor Renato Barbosa de Rezende,  e faz uma justa homenagem à uma pessoa que lutou muito para preservá-lo”. enfatiza Nilde Brun, titular da Sectur.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) tambem foi parceria na revitalização do relógio.

Denominação

O Relógio passa a ser chamado de dutor Renato Barbosa de Rezende após o projeto de lei dos vereadores João César Mattogrosso (PSDB), Otávio Trad (PTB), Prof. João Rocha (PSDB) e William Maksoud (PMN), ser aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande.

O médico recebe o destaque por ter relevância no progresso e desenvolvimento da Capital. Renato tem legado com bse em sua atuação na área da saúde e também por ter presidido a comissão que reconstruiu o Relógio nas comemorações do centenário da cidade.

Histórico

O monumento Relógio Público Municipal, construído no canteiro central na esquina da Avenida Afonso Pena e Calógeras, é uma réplica do antigo relógio da Rua 14 de Julho. O antigo relógio foi inaugurado em 1933, na esquina da Avenida Afonso Pena e Rua 14 de Julho, sendo considerado um monumento símbolo de progresso, ponto de referência de encontros políticos, desfiles cívicos, passeatas, manifestações culturais e de outros gêneros e “footing”.

Contudo, foi demolido em 1970 pela administração pública municipal devido ao aumento no fluxo de veículos no trânsito na área central. De acordo com o Jornal da Cidade (2000): “no dia 07 de agosto de 1970, o relógio foi demolido em favor do progresso”.

A reconstrução do monumento foi realizada por iniciativa do Rotary Club de Campo Grande, e viabilizada através do Projeto de Lei n. 4760, de 06 de agosto de 1998. Em 2000 foi construída uma cópia idêntica à original, em alvenaria e com cinco metros de altura; porém o mecanismo de funcionamento do relógio não teve a mesma estrutura da época.

Conforme o Jornal Correio do Estado (1999) “devido à dificuldade de se construir um relógio mecânico, a obra contará com um mecanismo elétrico”. De acordo com o jornal “o mostruário da réplica é o mesmo usado no que foi demolido, sendo que o material ficou guardado num depósito da Prefeitura e foi recuperado. Apenas as engrenagens são novas”.

O objetivo foi reconstruir um símbolo de significados diversos, além de homenagear o centenário de Campo Grande e comemorar os 60 anos do Rotary Club de Campo Grande.

Frase que consta no pé do relógio: “De Volta aos Bons Tempos – Resgatar a história é preservar a realidade do homem. Com o relógio, retornam as memórias de uma época notável, testemunhas imparciais que iluminam as verdades e mudanças da vida”. 16 de junho de 2000.

Valor Artístico: o monumento tem valor artístico, pois possuí características estilísticas de um período, o ArtDéco, e destaca-se quando comparado a outros exemplares no Estado, como é o caso do Relógio de Três Lagoas, ainda conservado, e o de Corumbá, já demolido.