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quinta-feira, 13 de maio, 2021

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EXPOSIÇÃO DE MINIATURAS DE MONUMENTOS HISTÓRICOS CONTINUAM NA GALERIA E VIDRO

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A Prefeitura de Campo Grande por meio da Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo realiza a Exposição com o tema “Ceramizado Campo Grande 120 anos, na Galeria de Vidro localizada na Plataforma Cultural. A abertura da exposição aconteceu na sexta-feira 02 de agosto e continua até o final desta semana.

Cybele Almeida, Helaine D’Ávila e Lourdes de Jesus estão à frente do Núcleo de Cerâmica e são responsáveis por toda a exposição, composta de peças em cerâmica produzidas a partir da argila vinda do município de Rio Verde – distante 188 km da Capital.

As peças representam a cultura regional, por meio de monumentos históricos, como a Morada dos Baís, o Relógio da Rua 14 de Julho, a estátua de Manoel de Barros, a Zarabatana, o Carro de Boi, o Cavaleiro Guaicuru, a Maria Fumaça e até mesmo o Mercadão Municipal.

Em formato de souvenirs, a produção vem acontecendo desde o ano passado, mas o projeto ganhou dimensões maiores com a possibilidade da exposição. De acordo com Cybele Almeida, as artesãs têm colocado ainda mais empenho na produção de cada detalhe destes “mini” monumentos.

“Estamos amando essa possibilidade de ver nosso artesanato como obra de arte, em uma exposição própria”, pontua ela.

Por mais que algumas peças já sejam conhecidas pelo público que frequenta a Praça dos Imigrantes e o Bar Velfarre – locais que comercializam os souvenirs – alguns materiais são inéditos, produzidos exclusivamente para a “Ceramizando Campo Grande 120 anos”.

“A estátua de 50 cm do Manoel de Barros, por exemplo, é produção exclusiva, assim como o Tronco das Araras, da Praça das Araras, uma das maiores peças, produzida com 80 cm de dimensão”, detalha Cybele.

MERCADÃO MUNICIPAL

Com origem de uma feira livre, que até os anos 50 ocupava os trilhos de ferrovia noroeste, entre a Av. Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro, o Mercadão Municipal Antônio Valente é assim chamado em homenagem ao doador do terreno à prefeitura, que iniciou a construção em novo endereço em 1957 e inaugurado em 30 de agosto do ano seguinte, e se encontra até os dias de hoje.

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MORADA DO BAÍS

Considerada patrimônio histórico do Município pelo Decreto de Tombamento nº 5.390 de 041 de julho de 1986, a Morada do Baís é um sobrado edificado em alvenaria na cidade e foi a residência da família de Bernardo Franco Baís (1913 – 1918), hotel na década de 1940, pensão, comércio e hoje é espaço cultural em Campo Grande.

ZARABATANA

Monumento Zarabatana ou, como é mais conhecido, monumento ao índio. Uma construção com aproximadamente 12 metros localizada próxima ao centro do Parque das Nações Indigenas. Trata-se da escultura da forma de uma arma de sopro que lança dardos envenenados, quando se pensava que tribos indígenas usavam esse equipamento em MS.

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MARIA FUMAÇA

O apito do primeiro trem abriu para Campo Grande-MS a possibilidade de transformar-se em centro socioeconômico e político do Sul de Mato Grosso. A estrada de ferro noroeste do Brasil, inaugurada em 14 de outubro 1914 deu inicio a um período de grande desenvolvimento. Além da influência exercida na organização especial da cidade, a construção da ferrovia provocou o afluxo de expressivo número de passageiro, em trânsito e de imigrantes, possibilitando o intercâmbio de cultura, a renovação de ideais e novas oportunidades.

O Monumento da locomotiva tem 5 metros de altura, 20 de comprimento e cerca de 20 toneladas.

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CARRO DE BOI

Obra da artista plástica Neide Ono, o monumento dos Imigrantes foi construído em 1996 para chegada das primeiras famílias de imigrantes a Campo Grande situada na confluência dos córregos  “prosa” e “segredo”, local em que José Antônio Pereira levantou o primeiro rancho, entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Gaisel.

OBELISCO

Situado no cruzamento entre a Av. Afonso Pena e Rua José Antônio Pereira, o Obelisco foi projetado pelo engenheiro Newton Cavalcante, para homenagear o fundador da cidade José Antônio Pereira, construído em 1933, o monumento foi tombado como patrimônio histórico da cidade em 1975.

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MANUEL DE BARROS

A mais recente obra construída em Campo Grande-MS, uma homenagem ao poeta que embora mato-grossense passou parte significativa de sua vida no Mato Grosso do Sul. Com cerca de 400 quilos, a obra retrata um monumento dele sentado no sofá de casa, com sorriso cativante e trajes simples. Cada pedacinho da cidade tem uma historia para contar.

PRAÇA DAS ARARAS

Também conhecida como Praça da União, se encontra  esta obra criada em 1996 pelo artista Clair Ávila que buscava despertar a população para a informação de representação da Arara Azul, ave em extinção considerada a mais bela arara do mundo.

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CAVALEIRO GUAICURUS

O monumento, uma estatua de cavalo montado por um índio da etnia guaicuru, possui 07 metros e pesa cerca de 900 quilos, uma homenagem aos guerreiros guaicurus. A etnia foi uma das que incorporaram os cavalos, trazido ao continente pelos espanhóis e na Guerra do Paraguai, a ajuda dos guaicurus foi essencial para o exército brasileiro.

RELÓGIO CENTRAL

Originalmente instalada na Rua 14 de julho com a Av. Afonso Pena, no ano de 1933, o Relógio Central foi ponto de encontro para reuniões e comércios políticos. Nos anos de 1970 ele foi demolido, dando lugar a réplica que veio a ser construída com 05 metros e altura e 4 faces em 2000 na Av. Calógeras com Av. Afonso Pena, em comemoração aos 100 anos de Campo Grande-MS.

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SOBÁ

A escultura do Sobá um dos mais belos pratos típicos e a melhor representação da nossa atual cultura na vinda dos imigrantes Kinawanos para a capital desde 1908.

Há 12 anos, o Sobá foi tombado como patrimônio imaterial de Campo Grande-MS, tendo até festival que se popularizou a feira central.

Sua escolha como prato típico, por meio de pesquisa popular da Secretária Municipal de Cultura e Turismo, passou a incorporar o plano municipal de turismo.

IMIGRACÃO JAPONESA

Inaugurada no dia 26 de agosto de 1979, é localizada na área central  da Praça do Radio Clube, o monumento representa a maquete de uma casa típica no Japão, homenageando a imigração japonesa.

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FAMILIA JOSÉ ANTONIO

A escultura em pedra no pátio do museu retrata Antônio Luiz Pereira, o filho do fundador da Cidade, sua  esposa Anna Luiza e a filha Carlinda, que fez a doação da morada construída pela família, por volta de 1880, na fazenda Bálsamo.

A obra de José Carlos, e índio, foi inaugurada em agosto de 1980 nos Cem Anos de construção da sede, hoje uma das atrações do Museu José Antônio.

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GUAMPA DE TERERÉ

A Guampa de Tererê é feita de uma estrutura de 300 quilos no formato de uma guampa gigante de Tererê representa bem o maior hábito do campo-grandense e se tornou ponto turístico na cidade.

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O BEIJO

Surgindo no final da década de 60 do encontro dos córregos Cabaça e Bandeira, o Lago do Amor faz parte da reserva ambiental do campus da UFMS e leva esse nome em razão da grande quantidade de casais que se encontravam em suas margens, cercadas pela fauna e flora típicas da região.

O lugar recebe diariamente moradores da cidade que aproveitam a paisagem para se exercitar, tomar um tereré ou admirar os animais que por ali vivem. Para compor o cenário do lago, o monumento “O Beijo”, do artista plástico Pedro Guilherme, se tornou referência visual do lugar. A escultura tem 14 metros lineares por 4 metros de altura, é feita de concreto armado e retrata dois peixes carás se beijando, uma alusão ao romantismo do lugar.

Serviço:

A exposição é totalmente gratuita e está aberta para visitação até o dia 10 de agosto, na Galeria de Vidro da Plataforma Cultural, localizada na Avenida Calógeras, 3015, Centro. Para além da visitação, o público poderá adquirir as cerâmicas.